21 de fevereiro de 2011

19 de fevereiro de 2011

Ando em busca de tempestades. Arrasam às vezes com tudo, mas nos tiram da rotina massacrante. Os ventos fortes me fazem abrir os pulmões; respirar mais profundamente.
Busco paixões avassaladoras, amizades imprevidentes, buracos grandes a pular, e pedras pra desviar.
Busco o movimento dentro de mim. Onde foi que isso parou?
Quero um muro que me diga que preciso parar. Preciso desesperadamente quebrar empecilhos. Preciso transpor barreiras. Preciso me ver presente, ardentemente presente, como se fosse uma ânsia desesperada de ser e estar.
Preciso de algo que me tire de mim, que me faça levantar a força, acordar!
Quero voar alto, mas acho que perdi as asas.

17 de fevereiro de 2011

Mariposa

Mariposa, sob a luz pousa.
Senhora que ali repousa
Absorve a luz e cega se põe
Assim extasia e se recompõe.
Acha que é alguém
E tenta povoar o além
Será que na claridade
Pensa estar em santidade?

Vicio

Decidi continuar a tecer mas minhas vertentes se aglomeram... Quantos livros terei que escrever para satisfazer minha vontade mórbida de viver em palavras?

16 de fevereiro de 2011

Melífluo e Anacrônico

Com doçura implacável tece uma teia que me prende. Agarra-me numa brincadeira bem traçada, combinada em entrelinhas inteligentes. Soberanamente encantador arruma frases, dispõe de contexto admirável e rima comportamentos.
Amavelmente um ser de imensurável beleza... Destila seu veneno melífluo que me escorre por dentro e lentamente vai aprimorando seu efeito. Entorpece ao observar e interpretar.
Um anacrônico em postura diáfana. Dispersivo quando colocado em observação. Uma história de suspense, com ênfase num enredo passado.
Talvez, um de meus pedidos inconscientemente manifestado, já esteja a se manifestar. Talvez já saiba qual será meu próximo pedido.
Um conto de fadas, uma ficção, uma figura lendária – ele existe?! Dentro de minha alma sim. E fora dela, não importa se vira fato real, palpável e incontestável, seu ato manifesto já faz a vida uma festa.
E quando a vontade é recíproca, a vida se encarrega de bons finais, ou recomeços, ou bons começos...

14 de fevereiro de 2011

Estou aqui... Mas acho que não sou daqui.
Vim para o lugar errado. Aqui não é meu mundo. O que espero da vida, somente eu espero, os outros são todos muito estranhos. Não me identifico com o mundo.
Há dias em que me sinto ainda mais desconectada com o que há ao meu redor. Desconectada do todo. Solta dos laços que aproximam uns dos outros. Como se vagasse num ar estranho, pesado.
Não me sinto triste, apenas desajustada.
Por não acreditar em erros da criação, busco motivos, questiono a vida. Não no sentido de torná-la banal, mas procurando respostas, pareceres... Quero saber para que vim, o que devo aprender... Acho que volto em repetência nesse ano letivo. Não identifiquei meu caminho, nem entendi suas pedras. Não sei qual meu destino.
Apenas sei que devo saber, apenas sei que posso, apenas sei que sou... Mas não me pergunte “quem” nem “quando” e nem “por que”, isso ainda tenho que aprender.

13 de fevereiro de 2011

Ah que tristes os caminhos quando não permitem novas estancias em suas estradas.
Espero o dia amanhecer, a claridade me absorve. Caminho sentindo o vento.
Um pássaro canta. Uma arvore balança suas folhas.
O silencio do dia ao raiar. Estou entregue, viva... Absorvo esse dia, mais do que qualquer outro – preciso do silencio da alma.
Tenho um encontro marcado comigo. Preciso acertar as aspas ao redor de mim.

12 de fevereiro de 2011

Sempre que bate a porta, eu deixo entrar. Sempre que entra fixa meu olhar. E observo a paz mais agitada que existe. Bagunçam os pensamentos, os sentimentos, é um querer mais que bem querer. É um querer que não quer querer. É um estar sem ser.
Sempre que bate a porta eu deixo entrar, e ele vira um ser lendário, que só se apresenta em momentos distantes. E me suga todos os suspiros, as palavras, os pensamentos. Suga minha paz desesperada, e a vontade estacionada. Prende-me em sua energia. Estabiliza-me o querer. Enlaça-me no afã de esperar. Mas sua energia é diversa, se espalha, não fixa em um só lugar.
Sempre que bate a porta eu deixo entrar, e perco-me em sua presença. Deixo de ser quem sou, torno-me nova e desconhecida. Procuro um guia para caminhar dentro de mim.
Sempre que bate a porta não lhe contenta permanecer. Sempre que entra, se vai depois do amanhecer. E aguardo nova batida aparecer...
Mas eis que cansada estou... Esgotada... Sugou de mim tudo o que aparentemente possuía. Meu coração se esvaziou, de tanto querer que queria. Meu pensamento parou, de tanto que imaginou e pensou. Minha energia se esgotou, de tanto que me enlaçou.
Preciso recuperar o que me fazia acreditar.  Preciso encontrar a chave do que faz desenlaçar. Não posso mais pensar.
Preciso de um guia para me ensinar a caminhar dentro de mim. Desconheço os caminhos que se abriram. Quão vasta estou! Mas não posso visualizar a paisagem, sem antes recuperar o dom de poder enxergar.
A porta se fechou. Não adianta bater. Não adianta chamar. Não posso mais me perder. Não quero mais te amar.

Resposta


Minha inspiração vem da vida que rotineira e desajustadamente se faz. Se tudo é um presente grandioso da criação, não poderia escolher algum momento como importante. Todos estão “milagrando” a existência que se exibe em minhas palavras. Tudo se torna encantado e belo quando as palavras são poetizadas em valorosa rima de sentimentos, mesmo o ai mais dolorido e a alegria mais inconstante.
Não veja algo incomum, todos poetizam o belo, mas alguns poetizam até a dor. E se a vida é um encanto, poetizo tudo que nela pulsa, mas não observo métricas, nem crio estrofes, minha rima é esparsa, muitas vezes só rima com o que tenho dentro.
Não importa, são apenas pensamentos que correm formando alguns textos; minha poesia esta em meus olhos quando observam a vida, muitas vezes só eu posso entende-la.
Repito palavras na ânsia de encontrar um eco condizente, mas elas se perdem no espaço, na distancia impetuosa da realidade presente. Distorcem-se enquanto verbalizo pensamentos. Formam um fino traço de ligação entre o que sinto e o que quero.
Nenhuma comunicação se estabelece... A vida para.
A distancia permanece, esse fino traço se fez um deserto enorme, quente, e no vento sua areia faz a figura ilusória do que quero aparecer lentamente em mina frente. Mas basta me aproximar um pouco, para novamente ela desaparecer. Sempre distante... Figuras do deserto são assim - apenas ao alcance de nossos olhos.
E o eco se distancia da palavra dita, tornando uma expressão em maldita. Fazendo um suspiro virar um ai de dor; e a dor virar um torpor.

10 de fevereiro de 2011

Tento ser como essa brisa leve da noite quente de verão, mas não sei deixar de ser furacão.

7 de fevereiro de 2011

Um genio me contou que não se deve construir prisões filosoficas e encarcerar as palavras.
Afinal, vai saber o que a vida é, vai saber o que a vida quer?!

agora não sei onde guardei a lampada.... desfolcam meus pedidos, Genio! traga- me respostas... esse é meu desejo momentaneo do imprevisto quisto em desajeitados pensamentos.
Cansei de escrever de luz apagada! chegou o momento de palavras claras.

2 de fevereiro de 2011