12 de fevereiro de 2011

Repito palavras na ânsia de encontrar um eco condizente, mas elas se perdem no espaço, na distancia impetuosa da realidade presente. Distorcem-se enquanto verbalizo pensamentos. Formam um fino traço de ligação entre o que sinto e o que quero.
Nenhuma comunicação se estabelece... A vida para.
A distancia permanece, esse fino traço se fez um deserto enorme, quente, e no vento sua areia faz a figura ilusória do que quero aparecer lentamente em mina frente. Mas basta me aproximar um pouco, para novamente ela desaparecer. Sempre distante... Figuras do deserto são assim - apenas ao alcance de nossos olhos.
E o eco se distancia da palavra dita, tornando uma expressão em maldita. Fazendo um suspiro virar um ai de dor; e a dor virar um torpor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário