16 de fevereiro de 2011

Melífluo e Anacrônico

Com doçura implacável tece uma teia que me prende. Agarra-me numa brincadeira bem traçada, combinada em entrelinhas inteligentes. Soberanamente encantador arruma frases, dispõe de contexto admirável e rima comportamentos.
Amavelmente um ser de imensurável beleza... Destila seu veneno melífluo que me escorre por dentro e lentamente vai aprimorando seu efeito. Entorpece ao observar e interpretar.
Um anacrônico em postura diáfana. Dispersivo quando colocado em observação. Uma história de suspense, com ênfase num enredo passado.
Talvez, um de meus pedidos inconscientemente manifestado, já esteja a se manifestar. Talvez já saiba qual será meu próximo pedido.
Um conto de fadas, uma ficção, uma figura lendária – ele existe?! Dentro de minha alma sim. E fora dela, não importa se vira fato real, palpável e incontestável, seu ato manifesto já faz a vida uma festa.
E quando a vontade é recíproca, a vida se encarrega de bons finais, ou recomeços, ou bons começos...

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