19 de janeiro de 2011

Pequenos instantes acendem grandes luzes. Basta uma palavra, um decreto, um pedido, um ponto final virando reticencias para uma frase virar texto. E o contexto mesmo não tendo rima, pode rimar vontade.
Texto breve, texto fino, decreto de abundancia extasiante. Momentos de lucidez. Temporalização das falas. Falas em desajustes. E há quem prefira esse portugues correto. Nessa hora, prefiro o charme por tras das palavras, sintese da vontade que da mais vontade quando não dita abertamente. Não acenda a luz! permita o instante gravar as palavras meio no titubear da chama. E que dure o tempo do combustivel a se queimar, até que o que arde se queime, até que o improvavel se desfaça. E na certeza do depois, esse momento permaneça no instante da chama que se foi.

14 de janeiro de 2011

Tenho dois sonhos: um é conhecer um campo de alfazema florido. O outro é de cultivar sonhos.

Doçura instintiva

O ronronar de meu gato conjuntamente me observa o interior. Proteção e carinho. Fortaleza e amparo. Alimento e agasalho.
Não me pergunte quem sou, posso me deparar com algo horrivel dentro de mim.
Não me pergunte quais sonhos carrego, posso perceber que o tempo já se esgotou.
Não me questione sobre minhas metas, posso acabar divagando nas ideias.
Não me espere, nem me siga, não me acompanhe... talvez eu não seja eu.
O sol interno sempre ilumina a estrada. Mas é preciso alimentar sua chama, se faltar combustivel falta direção a seguir.

13 de janeiro de 2011

É preciso ir atras do vento. Em busca do pensamento. Ainda que distante, não se perde, mas reside em uma pagina do ontem. O hoje caminha lentamente. Planos necessarios, escassos... qual a rota a seguir? não há mapas de localização, e o mar anda agitado. Não posso me perder no caminho. O tempo não me espera. Há pressa apenas nas ideias. É preciso respirar e ordenar. É preciso reencontrar. É preciso metamorfosear.

8 de janeiro de 2011

Sinto um vazio dentro de mim.
Talvez sejam os anos que deixei passar. Agora eles devem pedir seu tempo de volta.

7 de janeiro de 2011

Depois da madrugada o dia se tornou urgente.
Os caminhos de dentro tem pressa...
Dias de espera, noite de decisão... agora preciso correr atras da vida.

6 de janeiro de 2011

Pelas cordas do violão dedilho os espaços de minha alma.
Procurando as notas certas, vasculhando os sons, despertando o que adormece no pensamento.
Tentando copiar acordes, encontro-me com o ser criador.
Dentro de mim, um trovador se ascende... onde será que ele deseja ir?

5 de janeiro de 2011

Quão admirável é essa atividade dos anjos, escondidos entre amigos. Mascarados nos apresentam estrelas.
E os amigos, como veículo, nos oferecem a grandeza dos céus.
Quero um vidro de lavanda pra perfumar a alma...
Não fazemos brotar nada dentro das pessoas que elas já não possuam.
Uma frase mal interpretada nada mais é do que o que elas mesmas esperam interpretar.
Nada de nós vem do outro, muitas vezes está ali, em silencio habitando nosso ser, e basta um ponto de apoio para se manifestar.
Então, o melhor, é esperar sempre de nós.

4 de janeiro de 2011

E ela percebeu que levanta muros ao invés de construir pontes......
O relogio as vezes é ingrato. As vezes passa o tempo rápido demais, noutras ele se estende nos minutos.
Ando no momento em que o tempo é mais demorado.
Que saudade do relogio inimigo quando corria acelerando o tic tac. Saudade das palavras sem razão, da emoção sem explicação. Saudade de quando era tudo mais forte que a razão.
A razão... e onde mesmo existe esse palavrão?! na escolha do sim ou do não?!
Não há razão quando não se vive os mandos do coração.
E a vida continua... o tempo não para... agora ele só desacelera.
E o relogio maldoso vai marcado os momentos pontuais, agora deu para se repetir, não bastavam os zeros á direita, agora os numeros estão a agir... 06:00, 06:06, 8:00, 08:08, 9:00, 09:09 ...... é assim que tudo está a seguir, parecendo momento de filme sem roteiro interessante.
O relogio maldoso, me torturando... ou a lembrança procurando alguem para culpar por lembrar.
E ela decidiu escrever. E então sua lembrança desacelerou a vida novamente. A chuva voltou a cair torrencialmente. Aqueles papeis eram mais dificeis de lidar. Ela já não sabia por onde continuar.
Não havia nada ali pra ponderar, pra se assegurar, não havia um contrato assinado mostrando algum direito aparente, nem uma base para lhe atestar. Só parecia haver a validade esgotada de algo que não existiu.

3 de janeiro de 2011

Acredito que confiança é bem mais do que amizade sincera, amores fieis, verdades abertas...
É como entregar um pouco de si a alguem e esperar que façam bom uso.
E o relógio continua marcando horas exatas. Hoje foram praticamente todas.
Se existe alguma mensagem, não sei. Mas a mensagem interna logo avisa.
Uma coisa é certa, há momentos em que certas coisas ficam mais claras.
A minha luz só se acende quando algo ruim acontece.
Agora, de luz acesa, estou contando os que permanecem presentes.
Chove muito aqui, não dá tempo de secar por dentro. Cheiro de saudade quando molha a vida. O chão está ficando verde, tudo está ficando verde; o verde não deixa uma flor se criar.
Tantas nuvem para me tampar... até parece sufocar, mas é apenas dentro de mim guardar.
O ar está frio, tudo fica gelado em volta. Vou pegar uma blusa para me guardar.
Vou me guardar de mim. Assim quem sabe o frio tem fim?
E foi de surpresa que ela se arremessou. Não esperava nada. Foi de repente que saiu. Foi de surpresa atingida por suas próprias palavras. E esperou a reação. Ela não tinha outra opção.
Mas o momento não era de inspiração. O vento estava muito forte, bagunçando suas ideias que já estavam em certo desalinho. Ficou em duvida do que dizer.
Ela queria apagar a cena, apagar palavras. Mas elas não lhe pertenciam mais, palavras não voltam atras.
E que surpresa ela teve, quando a palavra não entrou em desencanto. De repente, tudo saiu a caminho da paz.
E foi num jogo de palavras, que a palavra ficou na espera. Sem saber pra que lado caminhou, ou se arremessou (acendam a luz por favor!).
E o momento não terminou... tudo se adiou. A falta das palavras se adiantou. A resposta se envergonhou.
Melhor esperar amanhã.
Mais um dia do calvário burocrático.................................
Ahhh essa vida monótona da escolhas dos papeis.
A gente não precisa fugir da escuridão. A gente precisa é encontrar a luz.
A gente não precisa sair a divagar ideias tolas. A gente precisa é se concentrar.
A gente não precisa achar que tudo é bobo. A gente tem que se permitir errar de vez em quando.
A gente tem que entender que de vez em quando é quase sempre.
Tem tanta gente endurecida no mundo... to achando que essa gente tá no lugar errado.
To tentando achar o meu lugar. To tentando me visualizar.
A gente não precisa ser grande, a gente só precisa ser gente.
A gente não precisa... a gente pode querer.

2 de janeiro de 2011

Adoro o charme da linguagem que fica por detrás das palavras, mas as vezes é preciso acender a luz.

1 de janeiro de 2011

Quando for amar, ame o mais profundo que puder.
Quando for falar, fale somente o necessário.
Quando for sorrir, procure sorrir com os olhos também.
Quando pensar em desistir, lembre-se da luta que foi começar e não desista!
Quando quiser se declarar a alguém, faça isso sem medo do que essa pessoa pensará de você (ou os outros).
Quando sonhar, sonhe bem alto, bem longe...
Quando for partir, não diga "adeus". Diga que foi tudo maravilhoso!
Quando abraçar um amigo, abrace com carinho e lembre desse abraço por toda vida.
Quando precisar de ajuda, não se envergonhe de pedir socorro...
Quando sentir raiva de alguém, ore e peça luz para essa pessoa.
Quando tentar algo de novo na vida,tente pra valer, mude, arrisque-se
Viva intensamente...

(não sei autoria, porém a mensagem é bela)
Novo dia, novo ano... retornando..............................
o papel?
guardado na gaveta, um pouco amassado, amarrotado, como lembrança marcado. Sem data, sem presente... apenas a memoria, a lembrança.
Letras que já não podem mais serem  lidas. Palavras que já não tem tanta vida. Amarelado que se seca com o tempo, marcando o espaço do pensamento.
Apenas um papel. E qual foi o meu papel?
Amarelado, amarrotado, dobrado deixando marcas do tempo guardado...
Tudo passa... só é triste quando as pessoas precisam passar também.

Caminhos de aqui dentro

Escrever as vezes me dói.
Lava.. mas sempre deixa algo sem limpar.
É a válvula, o escape; escolhido a contra gosto, quando não se pode falar.
Escrever é a faca, outras vezes a pena.
A veses é arco iris, outras vezes tempestade.
Escrever é bom, é liberdade. É fuga quando não exponho todas as palavras.
A palavra escrita é um caminho, seguido de dentro de mim, quando as vezes, não há nenhum outro alem.