20 de julho de 2018


E se lembro do seu olhar, é como se o sol estivesse a me guiar. Como se fosse claro meu caminhar.
É o âmbar aparecendo através dos tempos, clareando onde não se podia enxergar. É o brilho do olhar que amanhece aquecendo.

E os lábios, me mostram um novo palavrear. As palavras um novo ritmo ao falar. E os pensamentos um novo mundo a explorar.

Tão real e tão místico. Tão incerto e tão perto... Tudo através do seu olhar.


Quando penso em escrever, tantas palavras me enchem, que parecem seguir um curso além do possível de vivenciar. Tanto movimento, que quase parece um desalinho, e se perdem num tentar.

A mente, ultimamente, tem seguido linhas próprias, que não são possíveis identificar. Noutras, parecem tão exatas que aparentam não estar em estado natural.

Um pesar. Mas um pesar que traz a vida, como o outono, que no silencio faz as arvores perderem suas folhas, a fim de estarem preparadas para renascer. O silêncio que carrega a tensão e que com ela faz germinar, explodindo uma nova vida quando o sol não teme se mostrar.