20 de julho de 2018


Quando penso em escrever, tantas palavras me enchem, que parecem seguir um curso além do possível de vivenciar. Tanto movimento, que quase parece um desalinho, e se perdem num tentar.

A mente, ultimamente, tem seguido linhas próprias, que não são possíveis identificar. Noutras, parecem tão exatas que aparentam não estar em estado natural.

Um pesar. Mas um pesar que traz a vida, como o outono, que no silencio faz as arvores perderem suas folhas, a fim de estarem preparadas para renascer. O silêncio que carrega a tensão e que com ela faz germinar, explodindo uma nova vida quando o sol não teme se mostrar.

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