30 de dezembro de 2017

O tempo que percorre as veias de nosso infinito, vezes impetuoso, vezes rastejante, mas sempre, sempre se movimentando sabe-se lá pra onde.
Sem parar vai percorrendo seu caminho, sem permitir a chance de voltar, de refazer um segundo que seja. Vai seguindo, sem ao menos deixar de ser um ditador insano que se perde em gravar suas regras.
Esse tempo que recarrega a alma quando conta o fim dos anos é o mesmo que dilacera quando conta o início de cada ciclo que o nascimento iniciou.
O tempo, algo imaterial, que deixa marcas tão visíveis ao olhar e ao tato, que algumas vezes desfaz até mesmo a memória, que nos faz esquecer que fomos, em algum momento, nós mesmos.
O mesmo, irreparável e ferozmente certo, o tempo. Aquele que simplesmente é... Sem nos dar substância cabível para medir se muito ou pouco, se longo ou curto, se sábio ou enlouquecedor. Simplesmente o tempo, que se faz sozinho, mas que nos faz procurar adendos para examiná-lo.
A exatidão não lhe cabe. Assim como a certeza só lhe reserva do que já fora. E também não se pode dizer que dele não serei totalmente submissa, pois que ele vem e vai como e quando quer. 

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