19 de abril de 2016

Existem dores que nos deixam mais fortes. Aprendemos, com o tempo a lidar com elas. Isso não quer dizer que deixem de sangrar.

Parece contraditório, mas é preciso alimentar essas dores, senti-las vívidas, potentes... Para que possam realmente me fazer forte.

Talvez, em algum momento, essa simbiose deixe de existir. No momento, elas são necessárias para que me empurrem... Para que eu conquiste o que deixei pra trás... Para que eu me encontre novamente.


Porém, é preciso dosa-las, para que não me maltratem demasiadamente, a ponto de me tornar alguém amarga e que minhas metas se percam no caminho. Essa análise, talvez, seja a mais intensa dor: estar entre o vazio e o precipício internos, mas ainda sim, saber que mergulhar é preciso. 

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