Existem dores que nos deixam mais
fortes. Aprendemos, com o tempo a lidar com elas. Isso não quer dizer que
deixem de sangrar.
Parece contraditório, mas é
preciso alimentar essas dores, senti-las vívidas, potentes... Para que possam
realmente me fazer forte.
Talvez, em algum momento, essa
simbiose deixe de existir. No momento, elas são necessárias para que me
empurrem... Para que eu conquiste o que deixei pra trás... Para que eu me
encontre novamente.
Porém, é preciso dosa-las, para
que não me maltratem demasiadamente, a ponto de me tornar alguém amarga e que
minhas metas se percam no caminho. Essa análise, talvez, seja a mais intensa
dor: estar entre o vazio e o precipício internos, mas ainda sim, saber que
mergulhar é preciso.
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