18 de novembro de 2015

Percebi que ainda sou quem era. Quem era antes. Quem se manteve até então.
Aquela mesma que passou por tempos e tempestades e que cuidou do sol e que viveu a lua. A mesma que não se perdeu, mesmo achando que não se encontrava.
A mesma, transformada pelos anos. Vivenciada pelos dias, pelos tempos são e doentes. Aquela que foi, mas que ainda é.


Não se perde de si, apenas se deixa um pouco de lado, para se recuperar depois. Para se reencontrar. Para se revisitar. Para se rever... Num momento mais propicio para se olhar. Aquele momento em que se pode observar a si sem se assustar, ou sem se vangloriar de algo que não foi feito e nem se culpar por algo desfeito. Aquele momento em que se pode ser a si de fato.