Percebi que ainda sou quem era.
Quem era antes. Quem se manteve até então.
Aquela mesma que passou por
tempos e tempestades e que cuidou do sol e que viveu a lua. A mesma que não se
perdeu, mesmo achando que não se encontrava.
A mesma, transformada pelos anos.
Vivenciada pelos dias, pelos tempos são e doentes. Aquela que foi, mas que
ainda é.
Não se perde de si, apenas se
deixa um pouco de lado, para se recuperar depois. Para se reencontrar. Para se
revisitar. Para se rever... Num momento mais propicio para se olhar. Aquele
momento em que se pode observar a si sem se assustar, ou sem se vangloriar de
algo que não foi feito e nem se culpar por algo desfeito. Aquele momento em que se pode
ser a si de fato.
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