Há uma linha, que de tão tênue, parece inexistir. É uma nota aqui, outra ali, que rima.
Não há encontros nas palavras, mas é a mesma intenção. Deve haver alguma ligação. Ou deveria existir alguma relação. Há como facilitar a comunicação?
21 de agosto de 2015
18 de agosto de 2015
Chocolate branco ou preto, café com ou sem açúcar, ou isso ou aquilo. Ou oito, ou oitenta.
Se tem indecisão, é porque tem opção. Se tem opção, qual é da escolha a condição? Gente que reclama, pede liberdade de escolha, e quando a tem não sabe ir além.
Gente carente de sensação de autonomia, coisa que, se pensar bem, tem na rotina, mas na hora de decidir sequer opta pelo que convém.
É, minha gente, tá na hora de tomar a frente, agir de modo consciente e reclamar só quando tiver razão.
A não ser que prefiram o paredão, que suma a liberdade sobre a própria decisão e o dilema torne-se:
“Ou oito ou nem tenta.”
by Alysson Augusto
Cativar
Li agora a pouco uma frase de O Pequeno Príncipe : " a gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..." Acho que, na verdade, a gente corre o risco de chorar um pouco quando não se deixa cativar. Quando deixamos de permitir que o outro apenas seja. Quando queremos ser correspondidos em nossas expectativas. Cativar, talvez, seja esperar simplesmente o que pode vir a nós. Deixar espaço para sermos e para serem. Simplesmente. Ser criações unilaterais movidas por uma carência de si mesmo. Até onde vai a nossa escolha de nos deixarmos cativar? Até onde podemos permitir ao outro ser quem ele é e não o reflexo do que torcemos para a vida nos trazer?
E não coloco aqui aquela coisa do apenas se doar e tudo certo. Ou aquela coisa do vibre positivamente que o universo também vibrará a você - o que até certo ponto considero ser a verdade - coloco aqui a necessidade que temos de querer que o outro seja o que queremos dele. E quase chega a ser um mantra interno, entoado progressiva e recorrentemente (e inconscientemente quase sempre).
Seria mais pratico apenas criar expectativas sobre como podemos ser no dia de amanhã, sabe, criar expectativas sobre o que está sob nosso controle: nós mesmos. O resto... Deixa ser.
E então, se deixar cativar poderia ser uma experiência única. Onde o que foi não nos faça chorar em momento algum, pois na verdade, a alegria é ter interagido, termos nos alterado em essência, no contato com o outro. Talvez, choremos por ter-nos perdido ali. Porque o que dói, na verdade, é a sensação de que ainda não tenha encontrado a si. E quando os caminhos são percorridos apenas do lado de fora, é difícil encontrar o destino dentro de nós.
O princepezinho me cativou, sim, e por muito tempo. E continua cativando meu olhar sobre as emoções e sobre as escolhas. Mas hoje, de maneira diferente de quando tinha menos de dez ano ao observa-lo pela primeira vez, o princepezinho me mostra que a gente complica demais as coisas. Que a gente pode simplesmente ser e deixar ser. E que assim, podemos percorrer os caminhos dentro de nós mesmos e deixar os destinos internos nos guiarem sem medo pelos caminhos externos.
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