28 de agosto de 2012

Onde é o mais distante, para que nem eu possa me encontrar?
Como se desfazer de si e se reconstruir novamente, nova mente?
Como entrar em torpor para não alimentar a dor?
Pedacinho a pedacinho... Acaba-se consigo, mas não com sentimentos.
Planejar as malas. Ir pra longe. Junto, apenas os sonhos, desfeitos pela consciência de que se caminha em direção oposta ao mundo.
Ser o farol que indica o caminho. A luz que ilumina os dias.
O sol que dá energia. A brisa que oferece calma.
O cobertor que aquece. O calor que enlouquece.
Ser o porto seguro.
Ser a alma gêmea (por escolha) e caminhar passo a passo.
Sonho... Ilusão...
Melhor ser solidão.

Ilusão. As vezes nem percebemos que vivemos num deserto, vendo imagens onde não existem. Construindo um mundo diferente, beirando o sonho que alimenta. E de repente a sede passa. Se percebe que caminhou na direção errada. Os pés doem, as feridas abrem.

18 de agosto de 2012

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...

Luís Fernando Veríssimo