Despedaço-me em dias. Fragmentos que se dissolvem lentamente. Emancipação de sonhos... Pedaços que se desintegram. Que se separam do todo, e perfazem caminhos solitários e distantes. Partículas que não se associam, que voam com o vento, deixando que seu caminho seja ditado pelo equivoco insensato de querer. E depois desaparecem... Viram pó num caminho que nunca existiu de fato. Viram o ontem... Viram o nada.
Colo pedaços, mas sempre falta algum caco que se perdeu pelo chão. Não há como encontrá-los. Sua existência momentânea deixa um espaço vazio. Não há o que fazer. Não há cinzas para se reestruturar. Não há como renascer. E para que se refazer? O espaço vazio absorve mais minha alma.
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