Uma nova vertente se abre... A ânsia do movimentar da palavra. Como as letras dançam ao som do pulsar da vida! É muito movimento. Tanta agitação faz a palavra correr desesperada, e no receio de se perder, acaba por desaparecer.
Onde será o mar de meu interior? Para que eu possa navegar... Me preencher, me reabastecer. Para que eu possa navegar, ouvir as ondas, sentir o cheiro de minha criação?!
Onde posso salientar cada aglomerado das letras, que se perfazem criando sons... Que se escrevem para extrair meu som?
Para onde vão tantas palavras? Todas aquelas que se perdem de tanto caminharem dentro de mim? Onde posso encontra-las para escreve-las? Não seria algo sem fim...
Onde está aquele mar? Aquele... que vai e vem na maré de meus pensamentos... Que se enche e se esvazia em um só momento e me faz ajuntar tantos pensamentos. Aquele... Que se guarda tão dentro de mim que não posso navega-lo sem o receio de me afogar. Aquele...
Aquele mar, aquele... Aquele mar que sou apenas eu.
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