29 de abril de 2011
Nessas mal traçadas linhas a vida caminha desajustada, acertando cada passo. Perfazendo o caminho desconhecido, vai se aprimorando, se reconhecendo. Um mundo novo a cada segundo, fazendo do ontem mera lembrança do acaso desfeito. A cada novo traço um pedaço de céu, uma ponta de estrela reconhecendo o infinito. A cada novo ponto um encontro; um eu aparecendo, envergonhado, suposto, aparecido, cansado e refeito; reajustado em si, pressuposto em antitese, paradoxalmente entregue e reconhecido. Um eu que se ajusta e sobrepõe ao que lhe pertence sem ser seu de fato.
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