29 de abril de 2011

E na ânsia do desespero de querer o querer, o tempo se perfaz calmamente. Não se pode aprisionar o tempo, nem ditar-lhe as normas, ele é o senhor de si. E a vontade de fazer a vontade há que resignar-se ao implacável tempo. Ah... O gostinho sarcástico do tempo... E o gosto amargo da pressa em querer... E o desajuste da ação e do verbo. E em decidido, o tempo recorre ao presente, fazendo nascer ali ou aqui algo que simplesmente acontece. E a ânsia fica na espera, até que o tempo decida o momento de simplesmente acontecer.

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