Se fosse um livro seria diferente dos demais. Detestaria ter minhas páginas abertas por qualquer pessoa. Adoraria ser devorada por olhos astutos curiosos, porem discretos e sutis. Preferiria escolher do que ser escolhida na estante. Acredito até que preferiria não ficar ali, na estante, muda, intacta. Gostaria de ser o livro da esperança, aquele que aparece antes de sua publicação na mente de cada leitor. Aquele livro de capa simples, que pede cuidados em seu manuseio. E que não tivesse letras nem muito grandes, nem pequenas, para não cansar a visão e tão pouco passar desapercebido meu interior.
Gostaria de não ter epilogo... assim ninguem esperaria algo de mim, apenas leriam, e teriam suas próprias visões sobre meu conteudo.
E no inicio da obra, gostaria que me descrevessem apenas como "algo" isso desperta a curiosidade, instiga a investigação.
Um livro desvendado é o sonho de todo escrito.
Gostaria de ser um livro desvendado... e encantado.
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